Pedagogia do mês de JULHO 2025
01 de Julho de 2025
Discípulos e discípulas missionários
na missão do Reino de Deus
A pedagogia mistagógica de julho continua o tema do discipulado iniciado no 12DTC-C, quando Jesus entrega a “cruz do discipulado” a quem escolhe segui-lo no caminho do Evangelho. Continua na Solenidade de São Pedro e São Paulo e apresenta aos celebrantes as consequências do discipulado nas celebrações Dominicais do mês de julho a começar pelo envio missionário (14DTC-C).
De maneira especial, os textos do 14DTC-C ao 17DTC-C revelam quatro (4) aspectos básicos da vocação cristã: a pregação do Reino, a fraternidade, o acolhimento divino e a oração. Todos esses elementos se interligam e apontam para a missão que nos é confiada: anunciar o Reino de Deus, construir o Reino de Deus e transformar o mundo a partir da sabedoria do Evangelho.
A pregação do Reino: vivência da fraternidade
A primeira obrigação do discípulo e discípula de Jesus Cristo é ser testemunha do projeto divino, denominado como Reino de Deus. Trata-se de um compromisso a partir do envio missionário de Jesus Cristo, enviando 72 discípulos para anunciar o Reino (14DTC-C). É a atividade missionária primária de testemunhar o Reino de Deus com pregações, anunciando o projeto divino. No Domingo seguinte, a Liturgia propõe outra modalidade evangelizadora do Reino de Deus, desta vez pelo cuidado fraterno presente na parábola do Bom Samaritano (15DTC-C).
A prática da fraternidade é a manifestação da sociedade evangelizada pela vivência concreta do amor e do acolhimento fraterno, criando uma comunidade onde todos se sentem respeitados e valorizados. O discípulo e discípula enviados para evangelizar (14DTC-C) realizam a evangelização fraternalmente em atitudes de acolhimento e de cuidado do outro (15DTC-C).
Acolhendo a presença divina na vida
Depois de a Liturgia propor duas modalidades de evangelização, pela pregação (14DTC-C) e pelo cultivo da fraternidade, manifestada em forma de cuidado da vida necessitada (15DTC-C), no momento seguinte, a Liturgia propõe dois alicerces que sustentam a atividade evangelizadora: a escuta do Evangelho (16DTC-C) e a oração (17DTC-C). Isso faz compreender que pouco adianta fazer pregações e se dedicar ao cuidado de pessoas se a vida espiritual do pregador e do caridoso não estiverem sustentados e alimentadas pela Palavra e pela oração.
De certo modo, a Liturgia está dizendo que a missão evangelizadora só é possível em quem é capaz de acolher o Evangelho em sua vida como aquele e aquela que escolhe a melhor parte, como fez Maria, a irmã de Marta (16DTC-C). Ainda mais. Só é possível realizar o testemunho evangelizador em aquele e aquela que aprendem de Jesus Cristo, a rezar como ele rezava (17DTC-C). A oração, proposta na Liturgia do último Domingo de Julho 2025 funciona como indicativo de fundamento indispensável da missão evangelizadora para se propor o projeto divino para a terra, o Reino de Deus.
Conclusão
O chamado que a Liturgia faz aos celebrantes, no mês de junho 2025, é mistagogicamente muito claro: cada celebrantes é convidado a se dispor a acolher o envio evangelizador de Jesus (14DTC-C) para testemunhar o Evangelho da fraternidade e fraternalmente (15DTC-C). Para isso, duas condições básicas: o acolhimento da Palavra do Evangelho na vida pessoal (16DTC-C) e necessidade persistente de dedicar-se à oração para ser um orante como foi o Mestre Jesus (17DTC-C).
Serginho Valle
São José do Rio Preto, maio de 2025

